“Zebras” acontecem, e espanhóis largam atrás nas semifinais da Champions League

A fase de semifinais da atual edição da UEFA Champions League começou surpreendendo a grande maioria dos espectadores: os favoritos, e quase imbatíveis Real Madrid e Barcelona foram derrotados, ainda que jogando fora de seus domínios.

O Real Madrid, de Cristiano Ronaldo foi a Munique visitar a equipe bávara do Bayern no estádio que será palco da final desta edição da competição mais importante da Europa e encontrou uma equipe muito forte, e que contava com força total do meio para frente, com destaque ao atacante Mario Gómez que havia marcado 11 gols em 9 jogos da Champions, atrás apenas de Lionel Messi do Barcelona, com 14 tentos anotados. O jogo começou com vantagem da equipe bávara, que pressionava a saída de bola do time espanhol, e avançava com muita presença, principalmente pelo lado esquerdo do campo, com Frank Ribery, enquanto o Real Madrid apostava nos contra-ataques, principalmente em passes longos de Özil e Xabi Alonso, combinados a jogadas velozes de Benzema, Di María e Cristiano Ronaldo, porém nada passava do goleiro Manuel Neüer.

Entretanto, o Bayern se deu bem, e em uma jogada de contra-ataque iniciado na saída de bola do goleiro Neüer, a bola chegou até a área da equipe adversária, e lá estava Ribery para completar para o gol após uma falha do defensor Sergio Ramos. Apesar de jogar melhor, o Bayern levou o gol de empate no início da etapa derradeira, após lance “chorado”, Cristiano Ronaldo não foi fominha e encontrou Özil de frente pro gol para o alemão marcar frente ao goleiro Neüer, que caído nada pôde fazer para evitar, foi o terceiro gol marcado por Özil contra o Bayern desde que se profissionalizou. Contudo, o Bayern conseguiu o gol da vitória nos minutos finais de jogo, após Lahm fazer linda jogada nas costas de Fábio Coentrão, que não fez boa partida, e cruzar para o artilheiro Mario Gomez empurrar pro gol e marcar seu décimo segundo gol na Champions League em 10 jogos disputados. Com o resultado, basta ao Bayern um empate no Santiago Bernabeu para se classificar para a final, que no caso seria em casa.

Grande nome do jogo, Ribery fez o primeiro gol do Bayern.

Outra equipe que surpreendeu a muitos e venceu foi o Chelsea, que conseguiu a vitória sobre o Barcelona na denominada “partida perfeita” falada pelos jornais ingleses antes da partida, e foi o que aconteceu realmente. A equipe inglesa fez uma partida impecável contra um Barcelona que joga com mais posse de bola que o adversário, marca sob muita pressão e conta com três jogadores que podem mudar o jogo com um simples toque na bola: Messi, Xavi e Iniesta.

Nos minutos iniciais a equipe do Barcelona dominou o jogo, e chegou a colocar uma bola na trave com o chileno Alexis Sánchez, e continuou a pressionar o time do Chelsea, que, no entanto tinha uma defesa sólida, ainda que com o desfalque do zagueiro brasileiro David Luiz, o beque inglês Gary Cahill fez uma partida à altura e marcou muito bem a  parte ofensiva catalã, assim como pode-se destacar a boa atuação dos defensores Mikel, Terry, Ivanovic e Ashley Cole, ainda que as vezes a equipe londrina tivesse que apelar pro “abafa”.

Como se percebe na imagem, Messi (de preto) foi muito bem marcado durante a partida.


Contudo, mesmo jogando em seu estilo, o Barcelona sofreu com a força do contra-ataque do Chelsea, através de uma jogada veloz do volante brasileiro Ramires, que colocou o atacante Didier Drogba na cara do gol, e o marfinense não desapontou, abrindo o marcador para os ingleses.

Na segunda etapa o Barcelona voltou a correr atrás do resultado, com participações importantes de Lionel Messi, porém pararam na boa atuação do goleiro tcheco Petr Cech, enquanto o Chelsea se fechava cada vez mais e apostava no contra-ataque, principalmente com as arrancadas em velocidade do brasileiro Ramires, porém a pressão catalã era muito maior, e a equipe espanhola quase encontrou o gol nos instantes finais, quando Pedro acertou a trave, e Busquets isolou a bola no rebote. Com a vitória, o Chelsea depende de um empate, e uma outra “partida perfeita” no Camp Nou para avançar à final da competição continental.

Autor do gol, e ídolo do Chelsea, Didier Drogba comemora no Stamford Bridge.






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