Do gol sofrido logo de cara à pressão intensa: o Galatasaray apresentou ao Real Madrid o “inferno turco”


Por Matheus Eduardo. No Twitter: @matheusesouza.

Jogando em Istambul, José Mourinho sabia que não teria moleza frente ao Galatasaray, ainda que com a vantagem de ter vencido a primeira partida em casa por 3 a 0. A intenção dos donos da casa era ao menos tentar surpreender os madridistas, favoritos à classificação, algo que inicialmente não aconteceu, e o clube de Sneijder, Drogba e cia. viu Cristiano Ronaldo, em condição irregular abrir o marcador logo aos sete minutos. Balde de água fria? Que nada! Os merengues atuaram como se estivessem em casa e tiveram até oportunidades de ampliar, sem êxito.

Cristiano Ronaldo no momento em que acabara de marcar seu primeiro gol na partida (Foto: Alex Livesey/Getty Images)


O despertar da fera foi só na segunda etapa, quando o time ganhou mais velocidade com a entrada de Amrabat no lado esquerdo, apertando a equipe visitante. Era só o cartão de visita dos donos da casa, que logo mostrariam o que serviria de aperitivo, com o garçom Eboué um golaço da entrada da área. De trivela, um gol cinematográfico, e que, se tratando de Eboué, também é único. Um a um, e novamente a chance de sonhar com algo mais.

O gol deu confiança ao Galatasaray, confiança que havia sido perdida logo aos sete minutos e recolocou o time no jogo. Sneijder por pouco não virou, faltou capricho no pé esquerdo do holandês, que não é bom, mas, por merecimento, quem sabe, o holandês teve uma segunda chance, e fez por merecer. Em outro lance de cinema, o camisa 14 passou com a bola por entre as pernas do bom zagueiro Varane e empurrou para o gol. Um gol que valeu por três, quatro, cinco. A virada do Galatasaray! E quando o estado de espírito da equipes está lá em cima, não há dúvida de que o rendimento do time sobe. Drogba que o diga! O atacante, que nem tinha marcado tantos gols assim com a camisa do Galatasaray, marcou seu terceiro, certamente o mais bonito num lindo toque de calcanhar após passe rasante de Amrabat, que mesmo sem marcar foi essencial para a mudança de postura do time turco na segunda etapa.

Drogba comemorando seu gol, o terceiro do Galatasaray (Foto: Osman Orsal/Reuters)


Após o terceiro gol, a equipe se acanhou, e trocou o lesionado Eboué por Elmander, que pouco acrescentou, mas explicitou o que o técnico Fatih Terim queria fazer. Atacar, apertar o adversário e mordê-lo o máximo possível. No lado dos visitantes, fazia falta a cadência, a posse de bola, e a qualidade de Xabi Alonso, desfalque merengue, e que desfalque. O Real Madrid se acanhou, e quase levou o quarto, aliás, levou, mas por sorte Drogba estava dois passos à frente do último homem. E por mais irônico que seja, o gol impedido acabou com o gás do desesperado Galatasaray, que também teve o azar de ter do outro lado Cristiano Ronaldo, que decide a qualquer momento, e lá estava ele novamente, para nos acréscimos acabar com a festa do infernal time de Istambul e selar a classificação madridista, que não foi fácil. Que sirva de aprendizado para as semis!

Dados da partida

Galatasaray 3x2 Real Madrid

Placar agregado: Galatasaray 3x5 Real Madrid

Gols: Cristiano Ronaldo, aos 7’ e aos 90+3’; Emmanuel Eboué, aos 58’; Wesley Sneijder, aos 70’ e Didier Drogba, aos 72’

Galatasaray: Muslera; Eboué (Elmander 80’), Semih Kaya, Gökhan Zan, Riera; Felipe Melo, Altintop (Ambarat 46’), Selcuk Ínan, Sneijder; Drogba e Umut Bulut (Sarioglu 63’)

Real Madrid: Diego López; Essien (Arbeloa 31’), Pepe, Varane, Fábio Coentrão; Khedira, Modric; Di María, Özil (Albiol 81’), Cristiano Ronaldo; Higuaín (Benzema 73’)

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