Raio X: dentre os vários desfalques, o que esperar do futebol masculino nos Jogos Olímpicos de 2016?
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| Maracanã e Cristo Redentor, os dois grandes cartões-postais da Olimpíada Rio 2016. Será que as atuações do futebol masculino serão tão belas quanto a imagem? (Foto: Guia Surto Olímpico/Reprodução) |
Os Jogos Olímpicos deste ano chegam com algumas diferenças em relação aos de edições anteriores. Muitas dessas alterações acontecem no futebol masculino, um dos esportes mais populares do planeta, mas que, com as restrições existentes na modalidade de forma olímpica, acaba sujeito a muitas mudanças.
Tendo suas primeiras partidas antes mesmo da abertura oficial da Olimpíada deste ano, o futebol traz em 2016 poucas seleções de grande badalação mundial, mas com alguns nomes promissores e atletas em maioria desconhecidos pelo público que acompanha o esporte bretão. Divido em quatro grupos, de A a D, a modalidade traz como grandes favoritas à medalha de ouro as seleções brasileira, argentina, alemã, portuguesa e mexicana. O México, inclusive, foi o último medalhista de ouro, em 2012, após bater o Brasil por 2 a 1, com dois gols de Oribe Peralta, atacante experiente que estará no Brasil para a disputa olímpica deste ano.
Entenda as peculiaridades desta Olimpíada no futebol
Diferentemente do que acontece nas demais competições de futebol entre seleções, a modalidade olímpica possui algumas restrições, que acabam influenciando bastante no nível das equipes, nos atletas que podem ser utilizados, além de outros fatores dentro e fora de campo. A primeira diferença é o critério de escolha dos atletas, prioritariamente baseado na seleção de jogadores com a denominada "idade olímpica", ou seja, com 23 anos de idade ou abaixo disso. Assim, na matemática tomando por base o ano de 2016, todos os atletas nascidos desde 1993 possuem essa característica. Entretanto, há exceções: todas as seleções podem, à sua escolha, mas não obrigatoriamente, escolher três atletas acima de 23 anos para a convocação final.
Além disso, há outro forte fator restritivo: o calendário. Com o início dos Jogos Olímpicos em agosto, mesmo mês que a temporada europeia começa, muitos clubes do Velho Continente, em especial os mais badalados, decidiram não liberar seus atletas para o evento ocorrido no Brasil. Isso acontece especialmente pelo fato de a Olimpíada tirar dos atletas a oportunidade de fazer a pré-temporada com seus clubes e até mesmo impedir que os jogadores façam as primeiras partidas da temporada por suas equipes, além do problema de eventuais lesões no decorrer do torneio, por exemplo. Somado a esse fator, vem a questão física e de trabalho dos atletas que já disputaram outro torneio com as suas seleções há menos de um mês e, por isso, sequer tiveram férias e descanso para a nova temporada que se iniciará. Tudo isso torna ainda mais inviável a chegada de vários craques conhecidos a territórios brasileiros em agosto.
Os grupos e suas situações
O agrupamento no futebol é, de uma maneira curiosa, bem estruturado para mostrar as seleções favoritas, as possíveis surpresas e os times mais modestos do torneio. É verdade que o futebol, mais do que qualquer outro esporte, é a mais pura caixinha de surpresas, tamanha imprevisibilidade há em seus jogos. Contudo, é possível listar e explicar melhor o que dá para esperar de cada uma das equipes que estão nestes Jogos Olímpicos.
O grupo no qual está o Brasil, país-sede, o prognóstico é de surpresas na disputa pelo segundo lugar do agrupamento. Vale lembrar que são 4 grupos com quatro seleções em cada, nos quais dois passarão à próxima fase, de mata-mata e jogo único. Como seleção que mais trouxe jogadores de forte nome e potencial, o Brasil surge como o favorito a passar em primeiro lugar, tanto pelo destaque individual de Neymar (24 anos) quanto pelo bom histórico atual da seleção olímpica, que trabalha em conjunto, com um bom número de atletas na Olimpíada que estiveram no prosseguimento do trabalho do técnico Rogério Micale. Além disso, há também a questão de os adversários nesta fase não terem equipes tão fortes no papel quanto a brasileira, que, embora tenha essa vantagem, precisará repetir o bom padrão de jogo que mostrou em outras competições de futebol de base para confirmar o favoritismo e passar em primeiro no grupo. Guiada pela nova geração, de bastante potencial e técnica, com atletas promissores como Gabriel Jesus (19 anos) - recentemente contratado pelo Manchester City -, Luan (23 anos), Thiago Maia (19 anos) e Gabigol (19 anos), além de jogadores de maior rodagem na Europa, como Marquinhos (22 anos), do PSG, Rafinha Alcântara (23 anos), do Barcelona e Felipe Anderson (23 anos), da Lazio, a seleção brasileira pinta como uma das grandes favoritas à medalha de ouro.
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| Grande nome do futebol masculino nesta Olimpíada, Neymar é, também, o jogador escolhido por Rogério Micale para guiar a nova geração de talentos do Brasil (Foto: ESPN FC/Reprodução) |
Os adversários brasileiros não trazem consigo muito alarde em suas convocações, mas apresentam pontos interessantes, especialmente em uma eventual disputa entre eles. Terceira colocada no Campeonato Europeu sub-21 do ano passado, a Dinamarca traz para o Brasil uma base formada em seu campeonato nacional, sem nenhuma estrela para a Olimpíada. Nomes conhecidos não estarão no Brasil: Pierre-Emile Hojbjerg (20 anos), uma das grandes promessas do futebol europeu, que recentemente trocou o Bayern de Munique pelo Southampton; Viktor Fischer (22 anos), que trocou o vice-campeão holandês Ajax pelo recém-promovido à elite do campeonato inglês, Middlesbrough; Christian Eriksen (24 anos), excelente meia do Tottenham, que fez outra bela temporada no 3º colocado da última Premier League, e o goleiro Kasper Schmeichel (29 anos), campeão inglês e titular absoluto com o Leicester City.
Sem todos esses destaques, além de outros bons nomes, mas de menor relevância no futebol europeu, a Dinamarca compete em nível de igualdade com o Iraque, que traz atletas jovens e tem a maioria dos jogadores atuando em sua liga doméstica, em outros países do Oriente Médio ou na Turquia. Sem muito alarde, a seleção iraquiana, terceira colocada nos Jogos Asiáticos sub-23 em 2014, espera ao menos fechar a participação neste grupo com uma vitória. Última citada, a seleção sul-africana traz um time completamente renovado e que segue os padrões das demais adversárias: muitos jogadores em sua liga doméstica e uma grande referência entre os jogadores mais experientes. Titular na seleção há muitos anos, especialmente na Copa do Mundo de 2010, o goleiro Itumeleng Khune (29 anos) traz toda a sua experiência para guiar a seleção sul-africana à tentativa de se classificar para a próxima fase.
Grupo B (Suécia, Colômbia, Nigéria e Japão)
É o grupo mais parelho da Olimpíada. Não há nenhum candidato direto ao ouro, mas existem potenciais surpresas. A Colômbia, com todos os seus talentos emergentes, surge como a favorita a ser líder. Classificada na repescagem contra os Estados Unidos, com gol de Juan Quintero (23 anos), a seleção colombiana não trouxe o autor do tento da qualificação ao seu grupo. Uma das maiores decepções da nova geração sul-americana de atletas, Quintero não vem fazendo boas temporadas, não conseguiu emplacar uma boa sequência no Porto e acabou emprestado no Rennes, da França, no semestre final da última temporada. Não foi o suficiente para convencer o técnico Carlos Restrepo a convocá-lo para os Jogos Olímpicos. No entanto, vale ressaltar a força do trio ofensivo colombiano para o torneio: Téo Gutierrez (31 anos), que foi titular com a Colômbia na última Copa do Mundo; Dorlán Pabón (28 anos), atacante velocista que teve breve passagem no futebol brasileiro pelo São Paulo, em 2014, e o centroavante Miguel Borja (23 anos), que arruinou a vida do mesmo São Paulo nas semifinais da Libertadores deste ano e soma 27 gols em 28 jogos em 2016 devem dar muito trabalho aos sistemas defensivos adversários.
Campeã europeia sub-21, a Suécia não trouxe para o Brasil os principais nomes daquela conquista, tampouco o craque Zlatan Ibrahimovic (34 anos), que já afirmou ter se aposentado da seleção principal após a disputa da Eurocopa deste ano. Grandes destaques suecos no torneio europeu do ano passado, o zagueiro Victor Lindelöf (22 anos), do Benfica; o meio-campista Oscar Hiljemark (22 anos), do Palermo, e o atacante John Guidetti (24 anos), do Celta de Vigo, também estiveram na Eurocopa e não vieram ao Brasil. Contudo, por todo o bom trabalho apresentado em 2015 no europeu sub-21 e por ter parte daquela base na Olimpíada deste ano, não será nenhuma surpresa se a seleção sueca conseguir emplacar bons resultados e, consequentemente, uma classificação para a próxima fase mesmo sem grandes nomes em seu elenco.
Apostando em jovens jogadores de sua liga nacional, o Japão, que foi campeão asiático sub-23 neste ano, chega ao Brasil com um time quase todo formado na J-League, o campeonato japonês. Até mesmo os experientes integram essa lista. Os conhecidos meias Shinji Kagawa (27 anos), do Borussia Dortmund e Keisuke Honda (30 anos), do Milan não chegaram nem perto de embarcarem rumo ao Brasil. Contudo, a esperança fica por conta do novo contratado do Arsenal, o atacante Takuma Asano (21 anos), como grande talento japonês neste torneio. Já a Nigéria, mesmo com bom histórico de seleções de base, traz uma equipe que mistura atletas de dentro do país-natal, e também jogadores que atuam na Europa e/ou são naturalizados nigerianos. Como grande destaque da equipe está o meio-campista do Chelsea, John Obi Mikel (29 anos), grande nome da seleção principal há alguns anos. Dentre os garotos, o jovem Umar Sadiq (19 anos), da Roma, é a grande esperança no ataque, já que a sensação nigeriana nos últimos meses, o também atacante Kelechi Ieanacho (19 anos), do Manchester City, não foi liberado pelo clube inglês e está nos planos de Pep Guardiola para o início de temporada europeia.
Grupo C (Alemanha, México, Coreia do Sul e Fiji)
Trazendo dois fortes candidatos ao ouro olímpico, este grupo traz, também, os mais atuais pesadelos do Brasil em questões de futebol nos últimos anos. As duas favoritas ao ouro também são, obviamente, as mais cotadas a avançar, ainda que com grande indefinição sobre quem será líder e vice-líder. A Alemanha vem ao Brasil sem nenhum dos jovens atletas - de idade olímpica ou que estiveram na equipe de base alemã nos últimos anos - que estiveram na Eurocopa. Contudo, os germânicos contam com outros jovens atletas que não foram utilizados na Eurocopa. Titulares absolutos, os grandes destaques dentre os jogadores de idade olímpica na Alemanha são o goleiro Timo Hörn (23 anos), um dos mais promissores da Bundesliga, que atua no Colônia; o defensor Matthias Ginter (22 anos), do Borussia Dortmund, que faz a zaga e a lateral; os meio-campistas e irmãos gêmeos Sven Bender e Lars Bender (27 anos), de Borussia Dortmund e Bayer Leverkusen; o também meio-campista Leon Goretzka (21 anos), do Schalke 04, bem como seu companheiro de clube e meia mais avançado, Max Meyer (20 anos). Fechando a lista de promissores, entra o talentoso Julian Brandt (20 anos), atacante do Bayer Leverkusen. De maneira geral, a Alemanha deve manter o estilo de jogo que pratica há alguns anos com os jovens jogadores e é um dos prováveis adversários mais difíceis de confrontar nessa Olimpíada.
A Coreia do Sul, vice-campeã asiática sub-23 em 2016, trouxe para o Brasil 12 - dos seis que não estiveram na campanha do vice-campeonato, três não poderiam atuar na competição de base por já terem mais de 23 anos de idade - jogadores que fizeram parte dessa campanha. Com um time renovado e poucos atletas que atuam em times médios da Europa - em que a maioria dos atletas estão na ligas asiáticas, entre China, Japão e a própria Coreia do Sul -, o tigre asiático espera fazer a sua parte e tentar surpreender as duas grandes potências do grupo. Grande destaque sul-coreano nos últimos anos, o atacante Heung-Min Son (24 anos), jogador do Tottenham, mas que se destacou na Alemanha com as camisas de Hamburgo e Bayer Leverkusen, será o principal nome para tentar conduzir essa equipe a algo mais no torneio. Vale ressaltar a qualidade de seus parceiros de ataque convocados para a Olimpíada: o centroavante Hyun-Jun Suk (25 anos), que foi contratado pelo Porto há seis meses para ser o reserva imediato na posição, além do jovem Seung-Woo Ryu (22 anos), que pertence ao Bayer Leverkusen, mas passou a última temporada emprestado ao Arminia Bielefeld, da segunda divisão alemã. O último citado do grupo, o modesto Fiji, se classificou após uma confusão envolvendo escalação de jogadores da Nova Zelândia, que seria a eventual classificada à Olimpíada, mas não conseguiu resolver a situação. De equipe bem modesta e nível futebolístico totalmente distinto dos demais adversários, a equipe da Oceania deve vir ao Brasil para competir, única e exclusivamente, especialmente pelo motivo de haver muita diferença de qualidade para qualquer outro adversário no torneio.
Grupo D (Portugal, Argentina, Honduras e Argélia)
De início, muita gente imaginou, meses atrás, que este grupo poderia reviver o confronto entre Messi e Cristiano Ronaldo. Com todos os fatores citados anteriormente, isso se tornou algo completamente inviável, embora haja muita expectativa nessas duas seleções como candidatas à medalha de ouro. Talvez a seleção mais esperada em questão de talentos junto ao Brasil, a seleção da Argentina trouxe para o Brasil uma equipe bastante limitada, especialmente pelas restrições dos clubes europeus para liberar os atletas de idade olímpica. Grandes nomes, como Paulo Dybala (Juventus), Luciano Vietto, Matías Kranevitter (emprestados pelo Atlético de Madrid ao Sevilla), Mauro Icardi (Internazionale) ficaram de fora da convocatória. Contudo, atletas de qualidade ainda restaram na lista. Artilheiro da Libertadores deste ano, com 9 gols, o atacante Jonathan Calleri (22 anos), que esteve no São Paulo no primeiro semestre de 2016, será a referência da equipe no ataque. Atrás dele, o jogador mais técnico do time, Angel Correa (21 anos), que venceu a Libertadores de 2014 com o San Lorenzo e, após superar problemas no coração, vem brigando por vaga no time do Atlético de Madrid de Diego Simeone. De resto, uma equipe com muitos jovens que atuam dentro da Argentina e um destaque técnico em especial: o meia Giovani Lo Celso, que recentemente foi contratado pelo PSG, mas ficará emprestado no Rosário Central até o fim deste ano. Nas referências, o goleiro Gerónimo Rulli (24 anos), da Real Sociedad, da Espanha, e o zagueiro Víctor Cuesta (27 anos), do Independiente, que esteve na Copa América Centenário serão os jogadores de maior experiência deste elenco.
Diferente da Argentina, Portugal tem outro ponto positivo a seu favor. Enquanto os rivais albicelestes apostam nos talentos individuais e na comissão técnica organizada "às pressas" - especialmente pela saída de Tata Martino do comando técnico -, os lusos apostam na base montada no time de base há alguns anos. Embora bastante afetada pela Eurocopa, a convocação portuguesa traz alguns dos nomes que estiveram no vice-campeonato europeu sub-21 do ano passado. A seleção vencedora da Eurocopa principal deste ano também contou com diversos desses talentos, que desfalcarão a equipe no Brasil. Contudo, o comando técnico permanece, bem como o entrosamento e o padrão de jogo do time. Também por isso, a insistência em jogadores que, por seus clubes, mal jogaram durante a temporada. É o caso de atletas como o goleiro Bruno Varela (21 anos), que passou a temporada passada inteira na reserva do Valladollid, da segunda divisão espanhola; o zagueiro Tiago Ilori (23 anos), que fez menos de dez jogos na última temporada com as camisas de Aston Villa e Liverpool, e o centroavante Gonçalo Paciência (22 anos), que, sem espaço no Porto, acabou emprestado - e na reserva - do Acadêmica de Coimbra, último colocado do campeonato português na temporada 2015/16. Apesar de todos os pesares, o padrão de jogo dessa equipe é um dos mais bem trabalhados entre as seleções do torneio e, por isso, Portugal se torna uma das seleções mais fortes a pegar a liderança do grupo e, também, um dos favoritos a tascar a medalha de ouro.
Nas outras duas vagas do grupo, seleções muito modestas e que, de início, chegam na competição apenas para "cumprir tabela". Tanto Honduras quanto Argélia trazem consigo campanhas surpreendentes em seus continentes - ambas foram vice-campeãs nos torneios de base -, mas não chegam no Brasil com nenhum grande destaque. É verdade que o futebol hondurenho não tem tanta badalação de maneira internacional, mas o trabalho competente da seleção principal pós-Copa do Mundo não deve ser tão repetido nos Jogos Olímpicos. Enquanto isso, a Argélia, de destaques notáveis - acima de 23 anos -, como o craque Riyad Mahrez, campeão inglês com o Leicester City, e eleito o craque da Premier League de acordo com jornalistas, não veio ao Brasil, tampouco as outras estrelas da companhia, como Yacine Brahimi (Porto), Islam Slimani (Sporting Lisboa) ou o goleiro Raïs M'Bolhi (Antalyaspor-TUR), que fez grande Copa do Mundo em 2014. De maneira geral, essas duas seleções devem, ao menos de acordo com as perspectivas, pegar as duas piores posições deste grupo.
Critérios de classificação
Para disputar os Jogos Olímpicos de 2016, a distribuição das dezesseis equipes do torneio foi dividida com diferentes vagas para cada continente. A Europa ficou com quatro vagas, todas elas vindas do torneio sub-21 de 2015; a Ásia teve três vagas, todas vindas do torneio sub-23 deste ano; a África teve três vagas, todas vindas da Copa Africana sub-23 de 2015; a Oceania teve uma vaga, vinda do torneio sub-23 de 2015; a América do Sul teve uma vaga direta e outra a ser decidida na repescagem contra o representante da América do Norte/Central; a América do Norte/Central teve duas vagas diretas e uma a ser decidida na repescagem contra o representante da América do Sul, além do Brasil, como país-sede do torneio. Assim ficaram as equipes:
- Suécia (campeã europeia sub-21 de 2015)
- Portugal (vice-campeão europeu sub-21 de 2015)
- Alemanha (semifinalista europeu sub-21 de 2015)*
- Dinamarca (semifinalista europeia sub-21 de 2015)*
- Japão (campeão asiático sub-23 de 2016)
- Coreia do Sul (vice-campeã asiática sub-23 de 2016)
- Iraque (terceiro colocado asiático sub-23 de 2016)
- Nigéria (campeã africana sub-23 de 2015)
- Argélia (vice-campeã africana sub-23 de 2015)
- África do Sul (terceira colocada africana sub-23 de 2015)
- Fiji (campeã oceânica sub-23 de 2015)**
- Argentina (campeã do Sul-americano sub-20 de 2015)
- Colômbia (vice-campeã do Sul-americano sub-20 de 2015)***
- México (campeão da Concacaf sub-23 de 2015)
- Honduras (vice-campeã da Concacaf sub-23 de 2015)
- Brasil (país-sede da Olimpíada de 2016)
*: diferentemente dos outros continentes com torneio de mata-mata, a Europa não precisou de uma disputa de terceiro lugar pelo fato de todos os semifinalistas se classificarem para os Jogos Olímpicos
**: Fiji chegou à final do torneio sub-23 da Oceania pelo fato de a seleção da Nova Zelândia ter sido desclassificada e suspensa da competição após escalar jogadores de maneira irregular. Com isso, Fiji fez a final do torneio contra Vanuatu, empatou no tempo normal e na prorrogação por 0 a 0 e faturou a vaga nos pênaltis. Vale ressaltar também que a Austrália, país geograficamente localizado na Oceania, integra a Ásia no futebol
***: a Colômbia conseguiu a classificação após vencer a repescagem contra os Estados Unidos (terceiros colocados na Concacaf sub-23 de 2015)





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